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Como a Ciência de Dados pode ser um complemento para os economistas?

Updated: Apr 17

Durante o curso de Ciências Econômicas, estuda-se matérias ligadas às Ciências Humanas e Exatas que dão auxílio à teoria econômica que, até então, eram suficientes para os tornar os acadêmicos aptos para ingressarem no mercado de trabalho, seja no setor público ou no setor privado. Mas com o advento do Big Data e da Inteligência Artificial (IA), tais elementos tem se tornado termos comuns não apenas em assuntos ligados exclusivamente à tecnologia, mas também em análise de negócios e business intelligence, onde todos os economistas, tanto os novatos e quanto os que já estão no mercado de trabalho, precisam estar preparados para responder as expectativas do mercado, que a cada ano está mais competitivo. Diante disso, como os economistas podem se beneficiar da Ciências de Dados?





Aprender programação se tornou uma necessidade diante da constante revolução tecnológica. Muito se fala da ameaça da Inteligência Artificial aos economistas, todavia, esta deve ser enxergada como complemento à profissão. Unindo aos conhecimentos adquiridos durante a formação acadêmica, os economistas possuem uma grande vantagem comparativa em relação ao business intelligence. Ao analisar as variáveis de exportação do mercado de soja, por exemplo, o economista é capaz de detectar fatores econômicos, como a mão de obra, para embasar as tendências de queda ou de aumento, utilizando a IA. Também pode ser utilizada para otimizar os custos das empresas.


Alguns exemplos de linguagem de programação que podemos usar em economia:


  • Python: Com suas várias funções, o Python pode auxiliar os economistas em diversas análises e previsões. Destaca-se a extração de dados referentes ao mercado financeiro, por exemplo.


  • SQL (Structured Query Language): Linguagem de consulta estruturada que permite trabalhar com banco de dados. Pode ser aplicada em consultas voltados aos indicadores econômicos realizados pelo Google Cloud.


  • R: Linguagem muito utilizado para fazer manipular, analisar e visualizar dados. É muito utilizado em dados estatísticos.


  • M (Power Query): Assim como a linguagem R, pode ser utilizada para manipular dados. A sua aplicação é voltada para o tratamento de dados, sobretudo quando vem de outras fontes como o Excel.


  • Power Business Intelligence: Popularmente conhecida como Power BI, é bastante utilizado para fazer a parte visual da análise de dados com mais dinamicidade. Sendo que, para fazer cálculo dentro do Power BI é preciso utilizar a linguagem DAX. É ideal para verificar comportamentos de um determinado variável ao longo do tempo,


Essas e outros linguagens de programação são ferramentas que devem ser incorporadas ao cotidiano dos economistas. Cabem aos cursos de Ciências Econômicas incluir nas suas grades curriculares disciplinas relacionadas à ciência de dados, como já está sendo feito na PUC-RIO, para que os futuros economistas já possam sair da academia tendo o domínio das linguagens de programação e assim tornar a tecnologia um complemento e não um concorrente.



Autor:

Renan Barbosa Neves, acadêmico de Ciências Econômicas da UFAM.




Editora Assistente e Revisora:


Marian de Assis Andrade, acadêmica de Ciências Econômicas da UEA.




Sob supervisão do economista:


Dr. Max Fortunato Cohen, Conselheiro do CORECON-AM, Registro 1.218.

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